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RESUMO do Processo Orçamental

RESUMO do Processo Orçamental



O processo ornamental prende-se sobretudo com os aspectos mais tecnicos deste instrumento de
gestao. Existe uma sequencia logica na elabora?ao dos orgamentos, sem que tal se apresente de forma
rigida para as empresas.

Cada qual deve adoptar aquela que mais se adeque a sua actividade e a cultura de gestao dos seus
responsaveis.

Contudo, a sequencia ornamental passa por fases que se podem considerar um pouco
estandardizadas;

• Or�amento de explora�ao (operacional) onde se estimam todos os proveitos e custos relacionados
com a actividade primaria da empresa. Desdobra-se em varios programas e suborq;amentos, de acordo
com a dimensao, caracteristicas e sistema de gestao de cada empresa;
• Orgamento de investimentos que traduz financeiramente as opQoes da empresa em termos de activos
fixos (aquisifoes e alienagoes);
• Org;amento de tesouraria e financeiro, necessarios para determinar os meios Ifquidos com que a
empresa preve contar no periodo ornamental.
Todos OS or?amentos anteriores contribuem para a posterior elaboranao das demonstra�oes
financeiras previsionais: demonstra�oes dos resultados e balango, como elementos que fecham o cicio
da orgamentagao e testam a coerencia financeira dos programas apresentados.
Caso tal coerencia nao se verifique, ha que voltar a analisar os objectives e os pianos de ac�ao, ate
que 0 equlKbrio seja conseguido sem que, para tal, se tenha de proceder a cortes indiscriminados em
alguns elementos ou a criagao de "almofadas orQamentais".
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DEMONSTRAQOES FINANCEIRAS PREVISIONAIS

DEMONSTRAQOES FINANCEIRAS PREVISIONAIS


As demonstragoes financeiras previsionais (balango e demonstragao dos resultados) representam a
consolidagao de todos os orgamentos anteriormente efectuados. Permitem verificar se os resultados
estao de acordo com as expectativas e se a situagao financeira esta ou nao equilibrada.

Demonstragao dos resultados previsionais

Esta demonstragao financeira resulta da consolidagao de todos os custos e proveitos prevlstos nos
varios orgamentos parcelares.



PfoveftDS Vendas

Pr�stagoes de servi�os
Proveilos suplementanes
Subsidios a �9>iofa9ao
Trabei. prcpiia em piesa
Outoxe proveitos
RoveilDS finance iros
Custos   Cij»tod»exist�i8s
vendidas e tt>nsumida&

Fom. servi�oB externoa
Impostos
Pessoai

Outros custos operacionais
�nortiza�oes
Custos financeiros


Or�amento das vendas
Orgament) das prestagoes de si��os
Or9ament> dos proveitos suplementares
Or�amento dos subsicftos a explora�o
Orgament) dosinvestimentos
C�amentos out proveftos operacionais
Qr�amento financeiro
Or�amento das compras
Va1a9ao de exis�ncias
Or�amento (tosf. Servifos extemos
Or�arnento de outros custos exploragao
O�amento de pessoai
Orgamento dos outros custos �plor�ao
Or�amento dos investimertos
Or�amento fmancetro


Balango previsisonal

A semelhanga da demonstra�ao dos resultados, 0 balance (quadro da situagao patrimonial da empresa
num determinado momento) e um quadro de sfntese que permite fechar por completo o cicio da
or�amentagao. Resulta da aplica?ao integrada de todos os orgamentos anteriores, da seguinte forma:




Aclvo Fixo  Imobilizado briAo

AmortiZB�des scumUladas

Actvo      Existmdas
Circdante

Ciraites

Out'BE dividas a recefaer

DisponibiNdades
Passrms    Fomecedores

Eslado

Out�as dividas a pagar


Ein(]r»timos

Capitals    Capital, resefvas e
pr�iios    resultados tianatados


Resuttado liquldo




Saldo anterkir dos imobtizados
Or�amenfc) dos investimentos

Saldo ant�ior de balance
Demonslra(ao de resultados
Orjamento de produjao
Or�amentD dos aprovisionamentos

Or�amento das vendas
(condi�oes de credito aos cfentes)
Or�ainenk) de tesourariaffinanceiro
Saldo Inal offamento financeiro
Orjamenlo dos aprovisionamentos
(oondi9oes de cnedKo bmecedor)
IVA + Otfamento do pessoai
(dividas ao &tado)

Orjamento tesouraria
Orjamento dos invesUmentos
(dtvidas a temecedores imobilizados)
Saldo do periodo anterior (MJ..Prazo)
Or9ainentQ financeiro
Saldos ffiit«iores
Altera(oes no capital
Distribui�aD dos resultados
Transferencia enire reseivas

Demonstra�ao dos resuKados
previsionais

Com a elabora?ao do balan�o encerram-se os aspectos tecnicos na elaboraq:ao do orQamento e atraves
da igualdade entre o primeiro e segundo membro esta garantida a coerencia financeira dos programas
de ac?ao, mas nao necessariamente a sua aderencia a realidade empresarial. O or�amento e um
instrumento de orienta9ao e nao para ser "seguido as cegas".
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Orgamento financeiro

 Orgamento financeiro
Tomando como ponto de partida o saldo do orgamento de tesouraria (meios libertos de exploragao), 0
orgamento dos investimentos e os compromissos financeiros anteriores, procura-se neste orgamento
identificar quais os recursos para suprir as necessidades financeiras da empresa e os correspondentes
custos. Representa a expressao quantitativa da estrategia, polftica e piano financeiro da empresa.

0 seu conteudo pode ser o seguinte:




Movinientos

Entradss de capital Meios libertos de
exptoraflo

Deainvestirrientos


Empnestimos

Aimento de capital

Prowitos financeiros

Saklas de ca�Mtal   Cobeitura de explora�ao


IrivestimentoE

Emprestmos


Custos financeiros

Dividend OS


SaMo posilivo do or�amento de
tesouraria

On�amento dos irrvestinnentos: valor
de venda dos imobilizados

Contrac�ao de emprestinTOs

Decisoes de entrada de capital

Jiros e rendimentos financeiros
recebidos

SaUo negativo do on�amento de
tesouraria

C�amento dos investimentos

Reembolso de empresfimos

Juros suportados com meprestimos
e outras operagoes financeiras

Dividendos pagos aos accionistas

Saldo

SbMo do periodo

Dif�nga enire as entradas e as
sabas de capital


Saldo inicial       Disponibilidades
inlciais

Saldo acumulado
Disponibilidades finals


Saldo das disporabilidades no fim
do periodo imediatemente anterior

Soma do saldo do perfodo com o
vabf das disponibilidades iriclais

(valor que passa para balango)

0 saldo final apresentado no orfamento financeiro deve corresponder ao valor das disponibilidades
que irao constar no balance previsional.
Tambem, apos definidas as operagoes financeiras neste orgamento, estamos em condigoes de calcular
OS custos ou OS proveitos financeiros. Os primeiros estao associados aos recursos financeiros
remunerados (emprestlmos, desconto de titulos, etc.); os segundos as aplica?6es de capital geradoras
de rendimentos (aplicagoes de tesouraria, investimentos financeiros, etc.). Apos a determinagao destes
valores, sera possivel complementar os resultados operacionais ja anteriormente apurados com os
resultados financeiros, obtendo os resultados antes de impostos e, consequentemente, a possibllidade
de determlnar o imposto sobre o rendimento (estimativa de IRC).
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Programa e orgamento dos investimentos

Programa e orgamento dos investimentos
No programa de investimentos devem prever-se as decisoes em termos de activos fixos (imobillzados).
Tais decisoes devem estar relacionadas, quer com a estrategia da empresa neste dominio, quer com
a exploragao.

a) INVESTIMENTOS ESTRATEGICOS

Resultam do piano estrategico da empresa. Estao estritamente relacionados quer com o aumento da
capacidade produtiva, quer com alteragoes na tecnologia de fabrico com vista a uma melhoria da
produtividade. Visam aumentar a competitividade da empresa e reduzir os seus custos de produ�ao.

b) INVESTIMENTOS CORRENTES

Decorrem do programa da actividade a curto prazo e visam manter em boas condigoes de
funcionamento o actual aparelho produtivo. As grandes repara?6es e os investimentos de substituifao
sao exemplos tfpicos desta categoria.
0 orgamento dos investimentos resultara do inventario do imobiiizado decidido, devidamente
valorizado, e fara parte integrante dos imobilizados da empresa.
E a partir daqui que se devera proceder ao calculo das quotas de amortiza�ao do exercicio, as quais
farao parte dos custos de explorag:ao, salvo se os investimentos forem de natureza financeira (imoveis
para rendimento), caso em que os correspondentes custos deveriam ser inseridos nos custos
financeiros.
For ultimo refira-se que, caso se verifiquem desinvestimentos (vendas ou abates de imobilizados) as
correspondentes mais ou menos-vaiias obtidas na venda serao orgamentadas nas contas de proveitos
extraordinarios ou custos extraordinarios, respectivamente.

Orgamento de tesouraria e financeiro

Iremos distinguir o or?amento de tesouraria e financeiro peio facto de o primeiro engiobar os
recebimentos e os pagamentos de explora�ao (correntes), enquanto que o segundo contempla as
entradas e saidas de fundos resultantes do orgamento de investimentos e das decisoes financeiras
(financiamento ou aplica96es financeiras).

Orgamento de tesouraria

Como se disse, e constituido por todos os recebimentos e pagamentos de explora9ao, tendo em
atengao os factores que condicionam os prazos de realizagao dos proveitos e os de exigibiiidade dos
custos.
O or?amento de tesouraria apura um saldo Ifquldo entre os recebimentos e pagamentos correntes, a
que se pode chamar "meios libertos de exploragao" {"cash-flow"), evidenciando a sazonalidade dos
fluxos monetarios a ele inerentes. Constitui, desta forma, um indicador fundamental para decidir do
endividamento necessario ou das apiicagoes financeiras possiveis.
O saldo do orgamento de tesouraria constitui um "input para a elaboragao do orgamento financeiro.
Sendo positive, representara um recurso (origem) financeiro; sendo negative, uma necessidade a ser
coberta por financiamento.

O seu conteudo podera ser constituido pelo seguinte:

Movimentos

Recebimentos

Pagamentos

Natureza

Cobranga de cliente

Oufros recebBTientDSde
exptoragao

Pagam�tos a
forrjecedores

Pagamenfc} despesas
com s�igos estternos e
consimos correntes

Pagamentos ao pessoal

Outros pagamentos de
expJoragao

Pagamentos ao Estado:
IVA
IRS e Imposto do SeJo
Seguranga Social
IRC
 

Orgamento das verdas
Orgamefito das ppest. servigos
CoTKlisoes de cf�to
Saldos de perbtios anteriores
(verorgamento das vendas)

Orgamento prowito suplementares
Orgamento dos subsidies a exploragao
Orgamefitosout proveitosoperacionais
Saldos das contas devedores de
periodos anteriores

Orgamento das compras
CoTKlijoes de credito dos fomecedores
Saldos periodos anterioies
(verorfamento de compras)

Orjanento fom. servigos exterrtos
Condi0es de credito dos fomecedores
(verorgamento fom. setv. extemos)

Orgamento dos custos com o pessoal
Fomia de pagamento dos Impostos
Saldo de periodo anterioir (Estado)
(verorgamento custos d pessoal)

Orgamento dos imixxstos
Orgamento outros custos exploragio
Saldo corttas de outros credores de
periodos anteriores

Consdidagao de todos os orgamento s
Orgamento do pessoal
Idem.
Demonst'agao dos resultados
(verorgamento com pessoal)






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SEQUENCIA ORQAMENTAL

SEQUENCIA ORQAMENTAL



Apresenta-se na pagina seguinte um esquema de interligafao no processo orfamental, incluindo a
elaboragao das demonstragoes financeiras de sintese (balango, demonstragao de resultados e
tesouraria previsionais).
Em termos sequenciais, a elaboragao dos orgamentos pode sintetizar-se em:

a) Orgamento de exploragao - resultante de todos os programas das actividades correntes que se
irao traduzir nos proveitos, custos e nos activos e passives correntes de exploragao. Sera possivel, a
partir destes orgamentos, a elaboragao dos resultados operacionais e da fracgao do balango
correspondente as necessidades em fundo de maneio;

b) Orgamento do investimento - elaborado a partir quer da previsao dos investimentos estrategicos,
quer dos investimentos correntes de exploragao. A partir deste orgamento sera possivel determinar os
custos do exerclcio com amortizagoes e compiementar o balango na parte correspondente aos activos
fixos (imobilizados);

c) Orgamento de tesouraria e financeiro - onde se preveem todas as entradas e saidas de meios
monetarios (recebimentos e pagamentos). Os resultantes das operagoes de exploragao serao
integrados num orgamento de tesouraria. Os investimentos ou desinvestimentos e as operagoes
financeiras, nomeadamente contracgao ou reembolso de emprestimos, juros, aumentos de capital,
dividendos, farao parte do orgamento financeiro.

Or9amento de exploragao

A elaboragao do orgamento de exploragao inicia-se com 0 elemento de restrigao do nivel de activldade
da empresa. Os elementos de restrigao sao, regra geral, 0 programa de vendas ou o programa de
produgao. Se uma empresa tem as suas vendas totalmente asseguradas, isto e, se conseguir vender
toda a sua produgao, entao e esta ultima 0 elemento de restrigao. Logo, 0 processo orgamental deve
iniciar-se pelo programa de produgao.
Programa e orgamento das vendas.
Gontudo, como 0 normal hoje em dia sao as dificuldades em termos de mercado, entao 0 processo
orgamental inicia-se pelo programa de vendas.
Por programa de vendas entende-se a definigao dos seguintes elementos:

- quantidade de vendas, por cada produto/servigo, ou linha de produto (Qv);
- prego unitario de venda a praticar (Pu);
- as condições de credito a conceder aos clientes (D).


Objetivos

Pianos de
ação

Tradução
Financeira
Resultados de
· Quota de mercado
· Volume de negodos
· Lucros
· Qualidade
Programas de
· Meios
· Politicas
· Ideias
Resultados
· Proveitos
· Custos
   
Balanço
· Activos
· Passivos
Tesouraria



0 orqiamento das vendas ira traduzirfinanceiramente os elementos constantes no programa de vendas,
nomeadamente:
• Proveitos, resultantes da quantidade vendida, pregos e descontos previstos (V = Qv . Pu . (1 - D);
• Activos, documentos das dividas a receber de clientes em consequencia das condi?6es de credito a
conceder;
• Tesouraria, cobran�as de clientes em fungao das condi96es de recebimentos.

Programa da produ�ao

Tendo em atenfao o programa de vendas e a politica de "stocks" de produtos acabados, e possivel
elaborar o programa de produgao em termos de quantidades a fabricar.


Divida do cliente = Vendas X (1 + Taxa IVA)

Sendo:

• Qv - Quantidade de vendas;
• Qp - Quantidade de produfao;
• Eipa - Existencias iniciais de produtos acabados;
• Efpa - Existencias finais de produtos acabados;
• r% - Taxa de rejei?ao prevista sobre o valor de produgao;
• Produ9ao = Vendas + Ex. Final - Einic + Rejeigoes

como Rejeigoes = t% X Efpa - Eipa +1% . Qp

donde Qp = Qv + Efpa - Eipa + t% . Qp


Qv + Efpa - Eipa
Qp =    -
(1 -1%)


Se a taxa de rejeigao prevista for nula (t% = 0%), entao;

Qp = Qv + Efpa - Eipa

situagao mais usualmente utilizada na programagao e or�amentagao deste elemento.
No caso de estudo anterior, admitindo que nao havia no inicio de Janeiro qualquer "stock" dos produtos
P1 e P2 e que se preve a necessidade de manter um "stock' medio de 15 dias, as quantidades a
produzir seriam as seguintes (rejeipoes iguais a zero).


Programa e orgamento de aprovisionamentos

A decomposi�ao do produto acabado nos seus varies componentes deve ser feita atraves de normas
tecnicas ou coeficientes tecnicos do consumo. E atraves destas normas tecnicas que e possivel:

a) calcular o custo "standard' do produto;
b) programar os consumos previstos de materias de horas/homem, horas/ maquina, materias
subsidiarias a partir da previsao das quantidades a produzir;

c) acompanhar a eficiencia atraves da compara?ao entre aquilo que tecnicamente deveria ser
consumido e o que efectivamente se consumiu. Este coeficiente tecnico de consumo constitui, assim,
urn elemento-chave no processo orgamental e, posteriormente, no controlo e acompanhamento das
realizagoes. Dai que deve ser o mais real possivel e expresso em termos unitarios. Definido o
coeficiente tecnico de consumo, e relativamente facil determinar o montante previsto de materias-
primas a consumir para um certo nivel de produgao. Assim, admita-se que os produtos P1 e P2
consumiam ambos a materia-prima IVI1, sendo os coeficientes de consumo de 3 e 4 unidades por
produto, respectivamente.

Os consumos de M1 seriam:


Janeiro Fevereiro  Mar�o

Para produgao de P1       72       57       60


Para produgao de P2       140      112      104

Total de consumo de Ml�   212      169      164


Para as restantes materias, o processo a seguir teria como base a mesma metodologia.
Determinados os consumos de materias e tendo em atengao a politica de "stockage", sera possivel
definir o programa de aprovisionamento (compras).
Admita-se que, nesta empresa, se pretende manter um "s/oc/(" medio equivalente a um mes de
consumo e que, no inicio de Janeiro, havia em armazem 50 unidades de materia-prima Ml. As
quantidades a comprar seriam:

Identificadas as quantidades a comprar, sera possivel elaborar o or?amento das compras, o qual
contempla fundamentalmente os seguintes aspectos:

a) Pre�os de compra e politica de descontos;
b) Prazos medios e locals de entrega (para definir as datas de encomenda);
c) Condigoes de pagamento aos fornecedores.

Se no nosso caso de estudo admitirmos um pre?o medio de compra de 40 por unidade de M1, que o
prazo de entrega e imediato e que o pagamento a fornecedores se processa a 60 dias, entao poder-
se-iam considerar os seguintes elementos para o or?amento.


Tal como se referiu para as contas de clientes, tambem as dfvidas a pagar a fornecedores deveriam
ser Incrementadas do montante do IVA referido no quadro anterior.


Se nao considerarmos outras despesas em que a empresa tambem pode deduzir IVA (e outras receitas
onde tem de o liquidar), a situagao perante o Estado no que concerne ao IVA, relativa ao primeiro
trimestre do ano, seria a seguinte:

Janeiro Fevereiro  Margo   Abril    Maio
 

IVA liquidado

IVA dedutfvel

Em dMda ao Estado (mes)
A recuperar (do mes)
Pagamentos
 

1 519    2102

2 118    1 050

1 052
599
 

1 948   2 088




1 948   2 088    1 948

0       0     1 948
 


OrQamento dos fornecimentos e services externos

Diz respeito as previsoes das despesas correntes com servigos prestados por terceiros e com as
aquisi?6es de bens de consumo corrente. Muitas destas despesas tem um caracter fixo, na medida em
resultam de contratos firmados com terceiros, v.g. rendas; outras dependem do nivel de actividade (sao
totalmente variaveis), v.g. comissoes na intermedia�ao de vendas, e outras sao semi-fixas (ou semi-
variaveis), porquanto uma parte e fixa, enquanto que outra e variavel, v.g. telefones, electricidade,
agua. Vejamos, de forma simplificada, a forma de orgamentar os elementos mais relevantes desta
rubrica de custos correntes, tendo em aten?ao a sua natureza, a forma de pagamento e o facto de
alguns se repartirem com alguma linearidade por cada um dos meses (agua, electricidade, telefone,
etc.), outros dependerem de contratos celebrados com caracter ocasional ou regular (subcontratos,
honorarios, publicidade, seguros) e ainda outros dependerem de outros elementos orgiamentais
(comissoes a intermediarios, transportes de mercadorias):




Or�amenta� ao
Descnpio
Tipo de
despesa
Custos
Pagamentos
Agua
s�t-fixa
mensal. um valor medio
mensalmente
Electricidade
semi-fixa
mensal, um vator medio
mensalmente
Combustiveirs
variavel
oorvsumos previstos
em fun9So dos consumos
Material ««crit6no
variavel
compras previstas
em hir�o das datas das compras
Tetefone&fax
semt-fixo
mensal, um valor medo
mensalmente
Corr�s
variavel
mensal. um valor medio
mensalmente
SeguTDS instala�ao e
equipamentos
fixos
dis�dr o vak>r do conlrato
pelo n* de meses seguros
nas datas de vendmento dos
contratos
Segums visgem
variavel
nos meses previstos
nas datas do seguro
Conserva�ao
s�ni-fixo
mensal. um valor m�io
mensalmente
Put�icidade
ftxo/variin/el
de actN'do com contratos
datas dos contratos
CcKnissoes
vari�el
em fun�ao das vendas
cobran9a das vendas
Honorarios
fbcoA�ariavel
de acordo com contratos
datas dos contratos
Oe!toca96e5
vaiiav�
mensal. um vaior medb
mensalmente
Despesas repr�enta9ao
variavel
mensal. um valor medio
mensalmenie
H>gier>e/1i mpeza
seiDi�ixo
mensal, um valor medio
mensalmente
Subcontratos
variavel
em funcao dos contr�os
rxas datas dos cw�tratos
Transportes
variaveVfiKD
nas datas previstas
nas datas da despesa
Ferramentas
variavel
mensal. um valor medio
mensalmente
Livros/documentos
variavel
mensal. um vabr m�io
mensalmente
Trabalhadores especializados
semi-fixo
em fun9ao dos contr�s
nas datas dos contratos

O quadro apresentado pretendeu, duma forma nao exaustiva, evidenciar as multiplas situa96es que
podem ocorrer na or�amentaQao das despesas correntes. Regra geral, numa empresa organizada em
centros de responsabilidade, compete ao responsavel de cada centra identificar os niveis de despesa
que deverao ocorrer no seu centro. Este assunto sera desenvolvido na unidade tematica seguinte:
"Centros de Responsabilidade". Por ultimo, deveremos referir que nao deverao se esquecidos os
aspectos fiscais na or9amentagao destas despesas, nomeadamente:

• Nao devera fazer parte do valor da despesa o IVA, quando este for dedutivel. Este devera ser
considerado como um montante a abater no IVA Liquidado, para efeltos de entrega ao Estado, tal como
foi referido no orgamento das compras;
• Nalgumas despesas (honorarios, rendas de instalagoes) devera tambem ser considerado o IRS/IRC
que venha a ser retido aquando do seu pagamento, sempre que houver condigoes para o fazer. Estes
valores sao facilmente previsiveis no caso das rendas de instalagoes e de contratos de honorarios com
caracter de permanencia.

Orgamento dos custos com o pessoal
Para elaborar o orgamento dos custos de pessoal, torna-se necessario conhecer o piano de recursos
humanos da empresa. Nesse piano serao identificados, pelo menos, os seguintes elementos:

• Numero de efectivos (por centro e na globalidade);
• Niveis remunerativos e seus ajustamentos;
• Acgoes de formagao profissional e seu financiamento;
• Politica de ferias, de faltas, etc.;
• Descontos a que os trabalhadores estao sujeitos;
• Encargos sociais suportados pela empresa;
• Seguros do pessoal (acidentes no trabalho, vida, doenga, etc.) e fundos de pensoes;
• Realizagoes de caracter social (grupo desportivo, cantina, etc.)
Conhecidos os elementos supra, nao oferece quaisquer dificuldades a orgamentagao das varias
rubricas dos custos com o pessoal. Sabendo que, no que respeita as remuneragoes, devemos ter em
atengao os descontos legais por conta do pessoal (seguranga social, IRS, imposto de selo) e os
encargos sociais suportados pela empresa (seguranga social) e que:

a) A seguranga social descontada aos trabalhadores e suportada pela empresa e paga ate ao dia 15
do mes seguinte a que corresponde;

b) O IRS e imposto do selo descontados aos trabalhadores sao pagos ate ao dia 20 do mes seguinte,
ao fim de cada um dos trimestres a que correspondem, com excepgao dos relatives aos meses de
Outubro e Novembro que sao pagos em Dezembro e os de Dezembro que sao pagos em Janeiro;

podemos elaborar o quadro seguinte:
 

Descri(So da            Data de
remunera93o   processamento
 

Forma de or�amenta�ao
Pagamentos
 
Vencimento-base


Subsidio de ferias


Sii)sidio de Natal


Remimera�oes
acessorias e
premios
ocasionais
 
Mensalmentd


Mes de gozo de
firias


Novembro ou
De�mbro


Mes a que diz
respeito
 
Valor iliquido-na data de
processamer�o
Descontos-ficam em
dfvida (baiango)
Vaior iltquido-na data de
processamento
Descontos-ficam em
dMda (balan;o)
Vabr iliquido-r� data de
processamerio
Descontos-ficam em
dvida (baian�o)
Vabr iliquido-na data de
processamento
Descontos-ficam em
dMda (balanco)
 
No mes-valor Kquido
Fim trimest'e: RS
I Selo
Mes seguirUe: S.Social
No mes-valor Kquido
Fim trimestre; IRS
I. Selo
MSs seguinte: S: Social
No mes-v�lor liquido
Dez/Janeiro: IRS
LSelo
Mis seguinte: S. Social
No mes-v�ior liquido
Fim trimestre: RS
I. Selo
Mes esguinte: S. Social



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